segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Copa-Cogeca alerta para situação do sector do arroz da UE

10-11-2014 
 
 
O novo presidente do grupo de trabalho do arroz do Copa-Cogteca, Ferraris, alertou que o sector do arroz da União Europeia está gravemente ameaçado e sofre de pressão exercida sobre os preços, pelo que é urgente actuar.

Na sua intervenção após a votação do Grupo de trabalho, o responsável afirmou que o «sector do arroz da União Europeia (UE) tem um papel crucial para garantir o emprego em muitas zonas rurais da UE e também é importante para o meio ambiente. Mas infelizmente o sector está a sofrer, devido à crescente concorrência proveniente das importações de países extracomunitários, que inundam o mercado da UE e que não têm que cumprir com os mesmos requisitos exigidos aos países comunitários».

As importações de arroz da UE dos países, sobretudo do Camboja e Myanmar, aumentaram de 10 mil toneladas durante a campanha de comercialização 2008/2009, para 40e mil toneladas em 2013/2014. As importações da UE do Camboja subiram e passaram de 6.012 toneladas em 2009 para 255 mil durante a campanha de comercialização 2013/2014.

As importações de arroz do Camboja são composta por arroz branqueado e por embalagem de arroz para venda a retalho. Na sua maioria trata-se de arroz da variedade indica, que está em concorrência directa com a produção europeia de arroz da mesma variedade e que representa 35 por cento do total da produção de arroz da UE.

Ferraris comentou que «o aumento das importações coloca em risco o sector comunitário do arroz e cria uma situação preocupante para os agricultores e as cooperativas, nos casos mais graves, corre o risco de abandono da produção, o que teria um impacto negativo sobre a biodiversidade e a qualidade da água e do solo, em particular nas zonas onde não se pode cultivar outras culturas. Por conseguinte, o Copa-Cogeca insta a Comissão a aplicar as cláusulas de salvaguarda que estão incluídas na iniciativa "Tudo menos armas". A aplicação da nova política de promoção da UE também será importante para o sector, de forma a impulsionar o consumo de arroz da UE no mercado interno e para que os consumidores estejam conscientes de que esta cultura cumpre com as nomas de produção mais exigentes da UE e com todo o rastreio necessário».    

Fonte: Copa-Cogeca

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