sábado, 15 de novembro de 2014

Governo Regional diz que 2014 será o melhor ano de produção de vinho da Madeira

12-11-2014 
 
O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais disse que 2014 será o melhor ano de produção do vinho Madeira, devendo a sua comercialização ultrapassar os 18 milhões de euros, contra os 16,8 milhões de euros de 2013.
 
Manuel António Correia fez esta revelação na sessão plenária da Assembleia Legislativa Regional que aprovou, na generalidade, com os votos do PSD, PS, PCP e PND, a proposta de decreto legislativo regional sobre o "Estatuto da Vinha e do Vinho da Região Autónoma da Madeira". O CDS e o PTP abstiveram-se, o MPT e o PAN estavam ausentes do hemiciclo na altura da votação.
 
Manuel António Correia considerou o diploma «estruturante para a agricultura da Madeira, com reflexos nos aspectos económicos, sociais e paisagísticos».
 
O governante insular realçou que o sector envolve 1.600 produtores, distribuídos por uma área de 500 hectares que, em média, nos últimos cinco anos, pagou 4,2 milhões de euros aos viticultores.
 
«Este ano estamos a crescer 10 por cento em quantidade e nove por cento em valor, com vendas superiores a 18 milhões de euros. Este ano será o melhor ano de sempre em termos de venda do vinho Madeira», estimou.
 
«Na sequência deste pacote legislativo vamos publicar um guia prático destinado aos viticultores, aos produtores e comerciantes do vinho Madeira», anunciou.
 
A proposta do Governo Regional aprova o Estatuto da Vinha e do Vinho da Região Autónoma da Madeira, consagrando num único diploma as regras quanto à inscrição e classificação das vinhas na Região Autónoma da Madeira.
 
O principal mercado do vinho Madeira é o europeu com 49 por cento, seguido dos países fora da Europa com 26 por cento e o nacional com 25 por cento.
 
Em 2013 e entre os mercados fora da Europa, a comercialização para os Estados Unidos representou 1,7 milhões de euros e para o Japão 1,5 milhões de euros.
 
A Assembleia Legislativa aprovou ainda a proposta de decreto legislativo regional que cria o sistema multimunicipal de distribuição de água e de saneamento básico e o sistema multimunicipal de recolha de resíduos da Região Autónoma da Madeira e que prevê a constituição da sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos Águas e Resíduos da Madeira (ARM).
 
Manuel António Correia retorquiu, em resposta à oposição, que o objectivo do Governo Regional não é a privatização destas áreas e garantiu a manutenção dos cerca de 800 postos de trabalho das quatro empresas que serão objecto de fusão.
 
A proposta foi aprovada pelo deputado independente e pelos deputados do PSD, maioritário na Assembleia Legislativa, registando votos contra dos partidos da oposição.
 
Fonte: Lusa

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