segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ervas são negócio que recompensa

Agricultura: Um dos produtos mais tradicionais em Portugal
Salsa, coentros, hortelã, tomilho ou lúcia-lima: há quem as plante em
vasos em casa, quem vá ao campo procurá-las no estado natural e a
prática é comum de Norte a Sul de Portugal.
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Por:Pedro Galego/ T.G.


Certo é que o sector das plantas aromáticas e medicinais (PAM) está em
crescimento no País. Da investigação científica aos grandes produtores
industriais, passando pela cultura biológica, é no Baixo Alentejo que
se encontram alguns dos projectos com maior potencial.
Um dos maiores produtores de ervas aromáticas do País encontra-se em
Odemira. A Vitacress produz anualmente 300 toneladas de ervas
aromáticas, distribuídas por 25 hectares de plantação de coentros,
salsa, tomilho, tomilho-limão, cebolinho, alecrim, orégãos frescos e
hortelã. Cerca de 80 por cento dessa produção destina-se ao mercado
nacional. Embora não existam dados concretos sobre o consumo de PAM em
Portugal, o futuro parece estar na exportação e exploração dos
recursos silvestres autóctones. É nesse sentido que a Associação de
Defesa do Património de Mértola (ADPM), através do Monte do Vento,
está actualmente a desenvolver vários projectos e estudos na área (ver
entrevista). O Monte do Vento é uma área experimental e de observação
que concilia a conservação da natureza com o desenvolvimento
sustentado da região, apostando nos produtos endógenos e nos modos de
produção agrícola ecológicos que promovam a utilização sustentável do
meio. Entre estas acções, destaca-se a produção de plantas aromáticas
e medicinais, que teve início em 1998 e se desenvolve em modo de
produção biológico desde Junho de 2002, e que é a origem da marca
Ervas do Monte.
De algumas ervas aromáticas é também possível fabricar bebidas
alcoólicas, nomeadamente licores, como é o caso do poejo (ver peça
secundária).
DISCURSO DIRECTO
"SECTOR COM ENORME POTENCIAL", Marta Cortegano, Assoc. Defesa
Património de Mértola
CM – Ajudam novos investidores no sector das plantas aromáticas e
medicinais. É um negócio atractivo?
Marta Cortegano – Sim, é um sector com enorme potencial, sobre o qual
continuamos a desenvolver estudos. Acreditamos que a valorização e o
investimento nos produtos silvestres numa região como o Baixo Alentejo
pode ser benéfica para muita gente.
– Que apoio oferecem aos interessados?
– Disponibilizamos todo o tipo de informação, desde como recorrer aos
fundos de apoio, aos estudos de mercado a nível internacional que
mostram as potencialidades de cada cultura, sempre no espírito da
produção biológica.
– Têm novos projectos para o Monte do Vento?
– A curto prazo queremos produzir óleos essenciais a partir da
destilação das plantas. para a indústria da cosmética.
ADPM ESTUDA 64 ESPÉCIES
Com o fim de salvaguardar e divulgar o saber popular associado ao
conhecimento destas plantas e das inúmeras potencialidades e
aplicações, a ADPM editou a publicação 'Etonobotânica de Plantas
Medicinais do Vale do Guadiana', na qual se destacam as 64 espécies de
plantas mais referenciadas e conhecidas pelas comunidades locais e se
descrevem os seus vários benefícios.
FARROBINHA VENDE 23 MIL GARRAFAS POR ANO
A Farrobinha foi uma das pioneiras na comercialização de licores no
Algarve. Carlos e Madalena Faísca começaram por fabricar licores para
oferecer aos clientes do seu restaurante em Querença, Loulé, há cerca
de 10 anos. Há dois anos deixaram definitivamente o negócio da
restauração para abrirem A Farrobinha, um dos maiores produtores da
região. "As pessoas gostavam muito dos nossos licores e fomos fazendo
cada vez mais garrafas e variedades. À medida que os pedidos foram
crescendo, também nós decidimos apostar mais neste sector", diz
Madalena Faísca. A empresa familiar vendeu, em 2010, 23 mil garrafas
de licor – a 10 euros cada – mas o negócio já correu melhor. "Vendemos
menos duas ou 3 mil garrafas todos os anos. Com esta crise
generalizada as pessoas guardam mais o dinheiro e compram menos",
queixa-se a produtora, que ainda assim acredita haver margem para
crescer.
NOVA FÁBRICA PARA CRESCER
Mesmo com as vendas a descer, Madalena Faísca garante que há procura
para aumentar a produção. "Estamos só à espera de uma aprovação da
Câmara Municipal de Loulé para fazer uma fábrica maior e esperemos que
dentro de um ano já estejamos lá a trabalhar", conta a empresária, que
vê neste projecto a oportunidade de crescer no negócio dos licores
algarvios.
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=D546751B-2127-4F1D-B419-5D4A9EEEAFD2&channelID=00000011-0000-0000-0000-000000000011

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