terça-feira, 20 de novembro de 2012

INE perspectiva aumento de 5% na produção de vinho em 2012

Ano agrícola

20 Novembro 2012 | 13:37
Isabel Aveiro - ia@negocios.pt

Sectores mais exportadores da agricultura tiveram campanhas díspares
em ano de seca: vinho será de qualidade e em maior quantidade e tomate
atingiu valor recorde por hectare, mas a azeitona registou quebra de
25% e a produção de pêra foi 50% menor à de 2011.
Vindimas feitas, o Instituto Nacional de Estatística e as direcções
regionais de agricultura estimam que a produção de vinho tenha
atingido em Portugal 5.692 mil hectolitros na campanha deste ano. O
valor representa um aumento de 5% face à campanha de 2011.

O INE adianta que, "em termos qualitativos", as "uvas recepcionadas
nas adegas" apresentam "um bom estado sanitário", o que antecipa "que
os vinhos produzidos sejam de qualidade", apesar de "alguma
irregularidade no estado de maturação e no teor alcoólico das uvas.

Nas suas última previsão agrícola, baseada em dados compilados no
final de Outubro e reveladas esta terça-feira, o INE confirma que a
campanha do tomate atingiu o valor mais elevado de produção por
hectare, de 93 toneladas. Os dados, já antecipados pela associação
sectorial, revelam que o desempenho atingido por hectare compensou
"largamente a redução da área plantada".

O INE prevê agora que a produção tenha atingido nos 1,2 milhões de
toneladas. Recorde-se que Portugal vende para fora 95% da sua
produção, sendo o quinto maior exportador mundial de concentrado de
tomate.

Metade da produção da azeitona perdida

Na área oleícola, os primeiros indicadores da campanha são de quebras
da quantidade. A produtividade da azeitona de mesa quebrou em 25%,
para 889 quilos por hectare. A mesma quebra, 25%, foi registada na
produção de azeitona dedicada ao fabrico de azeite, esta ficando
contudo "ligeiramente acima do valor médio" dos últimos cinco anos.

A razão, foi a seca vivida na primeira metade do ano. "Apesar da
precipitação dos últimos meses ter promovido alguma recuperação nos
olivais", o INE prevê quebras em "todas as principais regiões
produtoras – Alentejo, Trás-os-Montes e Beira Interior".

Produção de pêra quebra 50%

Numa outra cultura em que Portugal tem conseguido exportar, além de
abastecer o mercado interno, a produção de pêra (nomeadamente na
variante pêra rocha), as notícias não foram boas. O ano agrícola de
2012 terminará nos pomares portugueses com uma quebra de 50% na
produção de pêra, para 115 mil toneladas e de 25% na de maçã, para 184
mil toneladas.

No caso da produção de pêra, 2012 sucede a uma ano recorde (230 mil
toneladas em 2011) as alterações climáticas foram "agravadas" pelo
ataque de várias pragas e doenças "com as consequentes podridões
associadas a impedirem a comercialização dos frutos". O desempenho de
2012 representa uma quebra de 37% face à média dos últimos 5 anos,
conclui ainda o INE.

Também o clima influenciou, negativamente, a produção de maçãs,
verificando-se em Trás-os-Montes "as maiores quebras" nacionais.

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