sábado, 3 de dezembro de 2011

França: Produtores de cereais a favor de uma PAC que promova produtividade

02-12-2011

A organização sectorial francesa de produtores de culturas herbáceas
(ORAMA) elaborou uma informação na qual mostra a sua posição em
relação a cada uma das medidas incluídas na proposta de reforma da
política agrícola comum.
A sectorial apoia uma separação entre os dois pilares da política
agrícola comum (PAC), defendendo a promoção de uma agricultura
produtiva que responda á crescente procura de alimentos.
Em relação às ajudas directas, uma das questões mais criticada foi a
componente "verde", por considerarem excessivo dedicar 30 por cento
dos terrenos a nível nacional. Este pagamento está condicionado por
três medidas, a diversificação, a superfícies de interesse ecológico e
a protecção de pastagens. Para a primeira, a sectorial francesa

considera que haveria de aumentar para uma percentagem mais alta, os
70 por cento propostos para o cultivo maioritário dos três cultivos
mínimos que há que semea, para as superfícies de interesse ambiental
defende que os sete por cento são excessivos e, por último, na medida
dirigida à defesa das pastagens afirmam que esta só devia ser aplicada
às de alto valor ambiental, que nunca tenham sido cultivadas.
A organização não defende a proposta de convergência dos pagamentos a
nível europeu, porque penaliza financeiramente a França, assinalando
que o objectivo é aumentar o pagamento médio por hectare na União
Europeia (UE) para os países que recebem menos de 90 por cento, ou
seja, na realidade, segundo a sectorial, a diferença entre as
quantidades actuais e os 90 por cento da média da UE-27 diminuía para
um terço. A sectorial francesa acredita que está justificada uma
diferença do nível de suporte entre a UE-15 e os novos
Estados-membros, dado que estes últimos suportam, menos custos de
produção.
A convergência nacional dos pagamentos de base deveria realizar-se,
segundo a mesma, de forma linear e muito mais lentamente que o
proposto, mostrando a sua oposição para que em 2014 seja aplicado um
corte de 40 por cento desta convergência.
Apoia uma protecção de acesso ao mercado e mecanismos de intervenção
para regular o mesmo. Tanto na intervenção clássica, embora considere
que o limite de três milhões de toneladas sugerido para o trigo branco
é insuficiente, como a intervenção por adjudicação para os produtos
não abrangidos por esta medida, como o milho e a cevada, assim como o
trigo branco quando ultrapasse o limite de três milhões,
manifestando-se ainda a favor de uma revisão aos preços altos de
intervenção.
Em relação à gestão de riscos também apresenta medidas como, seguros
de colheita, ferramentas de estabilização de rendas e a gestão
individual das ajudas directas no novo quadro fiscal a definir a nível
comunitário.
Fonte: Agrodigital
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia42578.aspx

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